Viçosa receberá as relíquias de São Vicente e de Santa Luísa de Marillac

No próximo domingo, dia 30, estarão em Viçosa as relíquias (fragmentos de ossos e gotas de sangue) de São Vicente de Paulo e de Santa Luísa de Marillac. Neste ano ambos os santos compeltam 350 anos de falecimento e as suas relíquias estão em peregrinação pelo mundo e atualmente percorrem as Unidades Centrais vinculadas à Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP).

O tríduo preparatório terá início na quinta-feira, à 20 horas, na sede do Conselho Particular Nossa Senhora de Fátima e prossegue na sexta-feira, no mesmo horário, na Vila Vicentina, à Rua dos Passos, 477, centro, e no sábado no Cantinho do Céu (bairro Santo Antônio), na sede do Conselho Particular de Santo Antônio.

No domingo,às 9 horas, haverá concentração de vicentinos no trevo de saída para Ubá, por onde deverão chegar as relíquias, que estarão expostas para visitação a partir das 10 horas no Conselho Particular de Viçosa, quando será celebrada missa no Santuário de Santa Rita de Cássia. A partir das 11h30, na Igreja Santo Antônio no Cantinho do Céu e às 15 horas na Igreja Matriz de Fátima. Ás 16 horas as relíquias seguirão para Bela Vista de Minas.

São Vicente

Santa Luísa

Paróquia de Fátima completou 35 anos


Padre Geraldo, Dom Oscar e Padre Carlos

A Paróquia de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, de Viçosa, completou no último dia 13, seus 35 anos. Instituída no paroquiato do Pe. Carlos dos Reis Baêta Braga, com o apoio de grandes líderes leigos como Antônio Lopes Fontes, Jacinto Teófilo de Paula, Paulo Lopes da Mota, João Lopes Fontes, Joaquim Firmino e Zezito de Barros, a Paróquia de Nossa Senhora, atualmente sob a direção do jovem e dinâmico Pe. Wander Torres Costa, teve como primeiro pároco o viçosense Pe. Geraldo Martins Paiva, nascido em 8/8/1925 e falecido a 26/8/2001. Ex-vigário cooperador entre 1959 e 1964 na Paróquia de Santa Rita, Pe. Geraldo Paiva foi sucedido primeiramente pelo Pe. Geraldo Francisco Leocádio, que completa 35 anos de ministério sacerdotal neste 2010, e depois pelo Pe. Tarcísio Sebastião Moreira. O terreno onde se encontra a Matriz de Fátima, na praça José Sant’Anna, foi doado pela família Fontes. Empossado ali a 15/6/1975, coube ao Pe. Geraldo Paiva a tarefa de liderar uma campanha gigantesca junto ao seu fiel rebanho para que fosse feita a terraplanagem da área onde, com armação feita de eucalipto e de bambu e revestimento de folhas de coqueiro, foi construída a primeira versão da Igreja Matriz, com 800m² de área útil para acolher mais de mil pessoas.

Simpatia, dedicação e capacidade de trabalho foram alguns dos atributos do Pe. Geraldo, na foto, com Pe. Carlos e Dom Oscar de Oliveira, na sagração da Igreja Matriz. A cronista Norah (Cirene Ferreira Alves) em seu livro Páginas para Serem Lembradas ressalta, dentre outros aspectos do saudoso sacerdote, o fato de ele só saber “distribuir bondade, compreensão, entendimento. Palavras medidas, e poucas, ouvidos abertos para as queixas, recursos vários para ajudar a alguém que esteja meio tonto no meio do caminho; mão estendida a quem dele solicitar e, às vezes, de pronto, até sem solicitação, ele se achega daquele que precisa, diz algumas poucas palavras sensatas, coloca ternamente a mão sobre a cabeça do indeciso, e seu ‘vai em paz, Deus está com você’, passa uma paz tão grande, dá uma certeza tamanha, que o indeciso sente a força divina, apruma a cabeça pendida, sorri para o amanhã, e acredita” […] Num bairro grande, afastado, construiu a Matriz de Nossa Senhora de Fátima, nome do bairro que ele tornou nobre, grande, conhecido, graças à força com que se empenhou em erguer uma Igreja, sem pompas, sem dourados, mas a Igreja da fé, da constante presença dos fiéis em busca do Padre que a todos acolhe com a mesma atenção, o mesmo carinho. Chegou ao Hospital São João Batista, por designação sábia de Dom Luciano, na condição de Capelão e que presença alentadora é a sua visita aos enfermos, seu carinho com os que trabalham; à missa rezada semanalmente acorrem os devotos de São João Batista, os amigos do Hospital, os pacientes, os familiares. Para todos, o mesmo padre simples tem uma palavra de alento, de amizade”.

Pároco de Jequeri, de Pedra do Anta e de Calambau, capelão em Viçosa do Patronato Agrícola, Colégio Normal e Hospital São Sebastião, Pe. Geraldo atuou em toda a dimensão pastoral além do soerguimento do templo físico. Fez-se a terraplanagem e em pouco tempo, com armação de eucalipto e bambu e revestimento de folhas de coqueiro, conforme já mencionado, estava erguida a primeira versão da Igreja de Nossa Senhora.