CNBB DIVULGA MENSAGEM AO POVO BRASILEIRO APROVADA PELOS BISPOS REUNIDOS EM ASSEMBLEIA

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulga nesta sexta-feira, 16 de abril, a mensagem do episcopado brasileiro que reunido, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da CNBB, se dirigiu ao povo neste grave momento.

No texto, os bispos afirmam que diante da atual situação pela qual passa o Brasil, sobretudo em tempos de pandemia, não podem se calar quando a vida é “ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada”. Os bispos asseguram que são pastores e que têm a missão de cuidar. “Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade”, dizem.

Na mensagem, os bispos reiteram que no atual momento precisam continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecem agradecidos que as famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. “Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento”.

Os bispos afirmam que os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado” e que o momento exige competência e lucidez. “São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito”, afirmam.

Fazem, ainda, um forte apelo à unidade das Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil: “Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”.

Confira o texto na íntegra:

MENSAGEM DA 58ª ASSEMBLEIA GERAL DA CNBB AO POVO BRASILEIRO

Esperamos novos céus e uma nova terra, onde habitará a justiça. (2Pd 3,13)

 

Movidos pela esperança que brota do Evangelho, nós, Bispos do Brasil, reunidos, de modo online, na 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, de 12 a 16 de abril de 2021, neste grave momento, dirigimos nossa mensagem ao povo brasileiro.

Expressamos a nossa oração e a nossa solidariedade aos enfermos, às famílias que perderam seus entes queridos e a todos os que mais sofrem as consequências da Covid-19. Na certeza da Ressurreição, trazemos em nossas preces, particularmente, os falecidos. Ao mesmo tempo, manifestamos a nossa profunda gratidão aos profissionais de saúde e a todas as pessoas que têm doado a sua vida em favor dos doentes, prestado serviços essenciais e contribuído para enfrentar a pandemia.

O Brasil experimenta o aprofundamento de uma grave crise sanitária, econômica, ética, social e política, intensificada pela pandemia, que nos desafia, expondo a desigualdade estrutural enraizada na sociedade brasileira. Embora todos sofram com a pandemia, suas consequências são mais devastadoras na vida dos pobres e fragilizados.

Essa realidade de sofrimento deve encontrar eco no coração dos discípulos de Cristo[1]. Tudo o que promove ou ameaça a vida diz respeito à nossa missão de cristãos. Sempre que assumimos posicionamentos em questões sociais, econômicas e políticas, nós o fazemos por exigência do Evangelho. Não podemos nos calar quando a vida é ameaçada, os direitos desrespeitados, a justiça corrompida e a violência instaurada[2].

Louvamos o testemunho de nossas comunidades na incansável e anônima busca por amenizar as consequências da pandemia. Muitos irmãos e irmãs, bispos, padres, diáconos, religiosos, religiosas, cristãos leigos e leigas, movidos pelo autêntico espírito cristão, expõem suas vidas no socorro aos mais vulneráveis. Com o Papa Francisco, afirmamos que “são inseparáveis a oração a Deus e a solidariedade com os pobres e os enfermos”[3]. As iniciativas comunitárias de partilha e solidariedade devem ser sempre mais incentivadas. É Tempo de Cuidar!

Somos pastores e nossa missão é cuidar. Nosso coração sofre com a restrita participação do Povo de Deus nos templos. Contudo, a sacralidade da vida humana exige de nós sensatez e responsabilidade. Por isso, nesse momento, precisamos continuar a observar as medidas sanitárias que dizem respeito às celebrações presenciais. Reconhecemos agradecidos que nossas famílias têm sido espaço privilegiado da vivência da fé e da solidariedade. Elas têm encontrado nas iniciativas de nossas comunidades, através de subsídios e celebrações online, a possibilidade de vivenciarem intensamente a Igreja doméstica. Unidos na oração e no cuidado pela vida, superaremos esse momento.

Na sociedade civil, os três poderes da República têm, cada um na sua especificidade, a missão de conduzir o Brasil nos ditames da Constituição Federal, que preconiza a saúde como “direito de todos e dever do Estado”[4]. Isso exige competência e lucidez. São inaceitáveis discursos e atitudes que negam a realidade da pandemia, desprezam as medidas sanitárias e ameaçam o Estado Democrático de Direito. É necessária atenção à ciência, incentivar o uso de máscara, o distanciamento social e garantir a vacinação para todos, o mais breve possível. O auxílio emergencial, digno e pelo tempo que for necessário, é imprescindível para salvar vidas e dinamizar a economia[5], com especial atenção aos pobres e desempregados.

É preciso assegurar maiores investimentos em saúde pública e a devida assistência aos enfermos, preservando e fortalecendo o Sistema Único de Saúde – SUS. São inadmissíveis as tentativas sistemáticas de desmonte da estrutura de proteção social no país. Rejeitamos energicamente qualquer iniciativa que intente desobrigar os governantes da aplicação do mínimo constitucional do orçamento na saúde e na educação.

A educação, fragilizada há anos pela ausência de um eficiente projeto educativo nacional, sofre ainda mais no contexto da pandemia, com sérias consequências para o futuro do país. Além de eficazes políticas públicas de Estado, é fundamental o engajamento no Pacto Educativo Global, proposto pelo Papa Francisco[6].

Preocupa-nos também o grave problema das múltiplas formas de violência disseminada na sociedade, favorecida pelo fácil acesso às armas. A desinformação e o discurso de ódio, principalmente nas redes sociais, geram uma agressividade sem limites. Constatamos, com pesar, o uso da religião como instrumento de disputa política, justificando a violência e gerando confusão entres os fiéis e na sociedade.

Merece atenção constante o cuidado com a casa comum, submetida à lógica voraz da “exploração e degradação”[7]. É urgente compreender que um bioma preservado cumpre sua função produtiva de manutenção e geração da vida no planeta, respeitando-se o justo equilíbrio entre produção e preservação. A desertificação da terra nasce da desertificação do coração humano. Acreditamos que “a liberdade humana é capaz de limitar a técnica, orientá-la e colocá-la ao serviço de outro tipo de progresso, mais saudável, mais humano, mais social, mais integral”[8].

É cada vez mais necessário superar a desigualdade social no país. Para tanto, devemos promover a melhor política[9], que não se submete aos interesses econômicos, e seja pautada pela fraternidade e pela amizade social, que implica não só a aproximação entre grupos sociais distantes, mas também a busca de um renovado encontro com os setores mais pobres e vulneráveis[10].

Fazemos um forte apelo à unidade da sociedade civil, Igrejas, entidades, movimentos sociais e todas as pessoas de boa vontade, em torno do Pacto pela Vida e pelo Brasil. Assumamos, com renovado compromisso, iniciativas concretas para a promoção da solidariedade e da partilha. A travessia rumo a um novo tempo é desafiadora, contudo, temos a oportunidade privilegiada de reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça e da paz, trilhando o caminho da fraternidade e do diálogo. Como nos animou o Papa Francisco: “o anúncio Pascal é um anúncio que renova a esperança nos nossos corações: não podemos dar-nos por vencidos!”[11]

Com a fé em Cristo Ressuscitado, fonte de nossa esperança, invocamos a benção de Deus sobre o povo brasileiro, pela intercessão de São José e de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.

Brasília, 16 de abril de 2021.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente  

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

 

[1] cf. Gaudium et Spes, 1.
[2] cf. CNBB, Mensagem ao Povo de Deus, 2018.
[3] Papa Francisco, Mensagem para o IV Dia Mundial dos Pobres, 2020.
[4] Constituição Federal, art. 196.
[5] cf. CNBB, OAB, C.Arn´s, ABI, ABC e SBPC, O povo não pode pagar com a própria vida,10 de março de 2021.
[6] cf. Papa Francisco, Mensagem para o lançamento do Pacto Educativo Global, 12 de setembro 2019.
[7] Papa Francisco, Laudato Si´, 145.
[8] Papa Francisco, Laudato Si´, 112.
[9] Papa Francisco, Fratelli Tutti, Cap. V.
[10] cf. Papa Francisco, Fratelli Tutti, 233.
[11] Papa Francisco, Mensagem 58ª. AG CNBB.

 

 

Fonte: CNBB

Nota Oficial da CNBB

Presidência da CNBB divulga nota sobre a Campanha da Fraternidade Ecimênica 2021

A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta terça-feira, 9 de fevereiro, uma nota na qual esclarece pontos referentes à realização da Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano, cujo tema é: “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema: “Cristo é a nossa paz. Do que era dividido fez uma unidade”,  (Ef 2,14a).

O documento reafirma a Campanha da Fraternidade como uma marca e, ao mesmo tempo, uma riqueza da Igreja no Brasil que deve ser cuidada e melhorada sempre mais por meio do diálogo. Iluminado pela Encíclica Ut Unum Sint, de 1999, do Papa São João Paulo II, o texto aponta também ser necessário cuidar da causa ecumênica.

Sobre o texto-base da CFE deste ano, os bispos afirmam que a publicação seguiu a estrutura de pensamento e trabalho do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (CONIC), conselho responsável pela preparação e coordenação da campanha da fraternidade em seu formato ecumênico. “Não se trata, portanto, de um texto ao estilo do que ocorreria caso fosse preparado apenas pela comissão da CNBB”, aponta a Nota.

No documento, a presidência da CNBB reafirma que a Igreja Católica tem sua doutrina estabelecida a respeito das questões de gênero e se mantém fiel a ela. “A doutrina católica sobre as questões de gênero afirma que ‘gênero é a dimensão transcendente da sexualidade humana, compatível com todos os níveis da pessoa humana, entre os quais o corpo, a mente, o espírito, a alma. O gênero é, portanto, maleável sujeito a influências internas e externas à pessoa humana, mas deve obedecer a ordem natural já predisposta pelo corpo” (Pontifício Conselho para a Família, Lexicon – Termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas., pág. 673).

A nota informa que os recursos do Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) seguem rigorosa orientação, obedecendo não apenas a legislação civil vigente para o assunto, mas também a preocupação quanto à identidade dos projetos atendidos. “Os recursos só serão aplicados em situações que não agridam os princípios defendidos pela Igreja Católica”, reforça a nota.

A presidência da CNBB afirma, no parágrafo final, que apesar de nem sempre ser fácil cuidar das dificuldades levantadas pela realização de uma Campanha da Fraternidade e da caminhada ecumênica e de muitos outros aspectos da ação evangelizadora da Igreja, nem por isso se deve desanimar e romper a comunhão, o que segundo os bispos é uma das maiores marcas dos cristãos. “Não desanimemos. Não desistamos. Unamo-nos”, exorta a presidência da CNBB.

Conheça, abaixo, a íntegra do documento aqui na versão em PDF

 

Fonte: CNBB

Carta aos candidatos/as eleitos/as de Viçosa

Saudação aos candidatos/as eleitos/as de Viçosa

As paróquias de Viçosa – Nossa Senhora do Rosário de Fátima, Santa Rita, São João Batista e São Silvestre – e a Capelania da Universidade Federal de Viçosa cumprimentam os candidatos e candidatas eleitos/as neste domingo, 15 de novembro, para os cargos de prefeito, vice-prefeito e vereadores/as do município de Viçosa.
A eleição dos senhores e das senhoras expressa a vontade soberana da população viçosense que os/as escolheu, pelo voto livre e consciente, para exercer, em seu nome, o poder de cuidar do município. Passadas a campanha e as eleições, o compromisso dos eleitos/as, cada um na sua função, seja com a ética e a transparência, na irrenunciável tarefa de construção do bem comum e do bem-estar social.

Nossos cumprimentos se estendem também aos demais candidatos e candidatas que concorreram às eleições, contribuindo, assim, para o fortalecimento da democracia em nosso município. Para todos/as fica o compromisso de continuar trabalhando em favor do povo, fortalecendo a democracia participativa, condição fundamental para transformar as estruturas injustas da sociedade.

Seja-nos permitido recordar aos eleitos/as que “dos agentes políticos em cargos executivos exige-se a conduta ética nas ações públicas, nos contratos assinados, nas relações com os demais agentes políticos e com os poderes econômicos. Dos agentes políticos no parlamento, deve-se esperar uma ação correta de fiscalização e legislação que não passe por uma simples presença na bancada de sustentação ou oposição ao Executivo. A relação do parlamento é, antes, com a sociedade que com o poder constituído, no Executivo” (CNBB – Por uma reforma do Estado com participação democrática, n. 40).

Iluminados/as pela luz de Espírito divino e assistidos por sua sabedoria, Deus lhes conceda governar com justiça, na verdade, no amor e na paz.

Viçosa, 16 de novembro de 2020

Côn. Lauro Sérgio Versiani Barbosa
Pároco da Paróquia N. S. R. de Fátima

Pe. Paulo Dionê Quintão
Pároco da Paróquia Santa Rita de Cássia

Pe. Geraldo Martins Dias
Pároco da Paróquia São João Batista

Pe. José Afonso de Lemos
Pároco da Paróquia São Silvestre

Pe. Paulo Vicente Ribeiro Nobre
Capelão da Capela da Universidade Federal de Viçosa

Carta ao Povo de Deus

“Somos bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo.

Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados […], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus […] (Lc 4,43 e Mt 6,33)” (Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta.

É neste horizonte que nos posicionamos frente à realidade atual do Brasil. Não temos interesses político-partidários, econômicos, ideológicos ou de qualquer outra natureza. Nosso único interesse é o Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor.

O Brasil atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história, comparado a uma “tempestade perfeita” que, dolorosamente, precisa ser atravessada. A causa dessa tempestade é a combinação de uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança.

Este cenário de perigosos impasses, que colocam nosso País à prova, exige de suas instituições, líderes e organizações civis muito mais diálogo do que discursos ideológicos fechados. Somos convocados a apresentar propostas e pactos objetivos, com vistas à superação dos grandes desafios, em favor da vida, principalmente dos segmentos mais vulneráveis e excluídos, nesta sociedade estruturalmente desigual, injusta e violenta. Essa realidade não comporta indiferença.

É dever de quem se coloca na defesa da vida posicionar-se, claramente, em relação a esse cenário. As escolhas políticas que nos trouxeram até aqui e a narrativa que propõe a complacência frente aos desmandos do Governo Federal, não justificam a inércia e a omissão no combate às mazelas que se abateram sobre o povo brasileiro. Mazelas que se abatem também sobre a Casa Comum, ameaçada constantemente pela ação inescrupulosa de madeireiros, garimpeiros, mineradores, latifundiários e outros defensores de um desenvolvimento que despreza os direitos humanos e os da mãe terra. “Não podemos pretender ser saudáveis num mundo que está doente. As feridas causadas à nossa mãe terra sangram também a nós” (Papa Francisco, Carta ao Presidente da Colômbia por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, 05/06/2020).

Todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador. Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela COVID-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino, o caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço. Esse discurso não se baseia nos princípios éticos e morais, tampouco suporta ser confrontado com a Tradição e a Doutrina Social da Igreja, no seguimento Àquele que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises. As reformas trabalhista e previdenciária, tidas como para melhorarem a vida dos mais pobres, mostraram-se como armadilhas que precarizaram ainda mais a vida do povo. É verdade que o Brasil necessita de medidas e reformas sérias, mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população.

O sistema do atual governo não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, mas a defesa intransigente dos interesses de uma “economia que mata” (Alegria do Evangelho, 53), centrada no mercado e no lucro a qualquer preço. Convivemos, assim, com a incapacidade e a incompetência do Governo Federal, para coordenar suas ações, agravadas pelo fato de ele se colocar contra a ciência, contra estados e municípios, contra poderes da República; por se aproximar do totalitarismo e utilizar de expedientes condenáveis, como o apoio e o estímulo a atos contra a democracia, a flexibilização das leis de trânsito e do uso de armas de fogo pela população, e das leis do trânsito e o recurso à prática de suspeitas ações de comunicação, como as notícias falsas, que mobilizam uma massa de seguidores radicais.

O desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia também nos estarrece. Esse desprezo é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga; nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros da educação e do meio ambiente e do secretário da cultura; no desconhecimento e depreciação de processos pedagógicos e de importantes pensadores do Brasil; na repugnância pela consciência crítica e pela liberdade de pensamento e de imprensa; na desqualificação das relações diplomáticas com vários países; na indiferença pelo fato de o Brasil ocupar um dos primeiros lugares em número de infectados e mortos pela pandemia sem, sequer, ter um ministro titular no Ministério da Saúde; na desnecessária tensão com os outros entes da República na coordenação do enfrentamento da pandemia; na falta de sensibilidade para com os familiares dos mortos pelo novo coronavírus e pelos profissionais da saúde, que estão adoecendo nos esforços para salvar vidas.

No plano econômico, o ministro da economia desdenha dos pequenos empresários, responsáveis pela maioria dos empregos no País, privilegiando apenas grandes grupos econômicos, concentradores de renda e os grupos financeiros que nada produzem. A recessão que nos assombra pode fazer o número de desempregados ultrapassar 20 milhões de brasileiros. Há uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda.

Fechando os olhos aos apelos de entidades nacionais e internacionais, o Governo Federal demonstra omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres e vulneráveis da sociedade, quais sejam: as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, as populações das periferias urbanas, dos cortiços e o povo que vive nas ruas, aos milhares, em todo o Brasil. Estes são os mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus e, lamentavelmente, não vislumbram medida efetiva que os levem a ter esperança de superar as crises sanitária e econômica que lhes são impostas de forma cruel. O Presidente da República, há poucos dias, no Plano Emergencial para Enfrentamento à COVID-19, aprovado no legislativo federal, sob o argumento de não haver previsão orçamentária, dentre outros pontos, vetou o acesso a água potável, material de higiene, oferta de leitos hospitalares e de terapia intensiva, ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea, nos territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais (Cf. Presidência da CNBB, Carta Aberta ao Congresso Nacional, 13/07/2020).

Até a religião é utilizada para manipular sentimentos e crenças, provocar divisões, difundir o ódio, criar tensões entre igrejas e seus líderes. Ressalte-se o quanto é perniciosa toda associação entre religião e poder no Estado laico, especialmente a associação entre grupos religiosos fundamentalistas e a manutenção do poder autoritário. Como não ficarmos indignados diante do uso do nome de Deus e de sua Santa Palavra, misturados a falas e posturas preconceituosas, que incitam ao ódio, ao invés de pregar o amor, para legitimar práticas que não condizem com o Reino de Deus e sua justiça?

O momento é de unidade no respeito à pluralidade! Por isso, propomos um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade, para que seja restabelecido o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito, com ética na política, com transparência das informações e dos gastos públicos, com uma economia que vise ao bem comum, com justiça socioambiental, com “terra, teto e trabalho”, com alegria e proteção da família, com educação e saúde integrais e de qualidade para todos. Estamos comprometidos com o recente “Pacto pela vida e pelo Brasil”, da CNBB e entidades da sociedade civil brasileira, e em sintonia com o Papa Francisco, que convoca a humanidade para pensar um novo “Pacto Educativo Global” e a nova “Economia de Francisco e Clara”, bem como, unimo-nos aos movimentos eclesiais e populares que buscam novas e urgentes alternativas para o Brasil.

Neste tempo da pandemia que nos obriga ao distanciamento social e nos ensina um “novo normal”, estamos redescobrindo nossas casas e famílias como nossa Igreja doméstica, um espaço do encontro com Deus e com os irmãos e irmãs. É sobretudo nesse ambiente que deve brilhar a luz do Evangelho que nos faz compreender que este tempo não é para a indiferença, para egoísmos, para divisões nem para o esquecimento (cf. Papa Francisco, Mensagem Urbi et Orbi, 12/4/20).

Despertemo-nos, portanto, do sono que nos imobiliza e nos faz meros espectadores da realidade de milhares de mortes e da violência que nos assolam. Com o apóstolo São Paulo, alertamos que “a noite vai avançada e o dia se aproxima; rejeitemos as obras das trevas e vistamos a armadura da luz” (Rm 13,12).

O Senhor vos abençoe e vos guarde. Ele vos mostre a sua face e se compadeça de vós. O Senhor volte para vós o seu olhar e vos dê a sua paz! (Nm 6,24-26).

Nomes dos Bispos que assinam a Carta ao Povo de Deus:

Dom Adolfo Zon Pereira, SX, bispo de Alto Solimões, AM.
Dom Adriano Ciocca Vasino, bispo prelado de São Félix do Araguaia, MT.
Dom Ailton Menegussi, bispo de Crateús, CE.
Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém, PA.
Dom Aldemiro Sena dos Santos, bispo de Guarabira, PB.
Dom André Marie Gerard Camilla de Witte, bispo emérito de Ruy Barbosa, BA.
Dom Angélico Sandalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau, SC.
Dom Antônio Carlos Cruz Santos, MSC, bispo de Caicó, RN.
Dom Antônio Carlos Félix, bispo de Governador Valadares, MG.
Dom Antônio Celso de Queirós, bispo emérito de Catanduva, SP.
Dom Antônio de Assis Ribeiro, SDB, bispo auxiliar de Belém, PA.
Dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora, BA.
Dom Armando Martin Gutiérrez, bispo de Bacabal, MA.
Dom Arnaldo Cavalheiro Neto, bispo de Itapeva, SP.
Dom Benedito Araújo, bispo de Guajará-Mirim, RO.
Dom Bernardo Johannes Bahlmann, OFM, bispo de Óbidos, PA.
Dom Carlo Ellena, bispo emérito de Zé Doca, MA.
Dom Carlos Alberto Breis Pereira, OFM, bispo de Juazeiro, BA.
Dom Carlos Verzeletti, bispo de Castanhal, PA.
Dom Claudio Cardeal Humnes, OFM, arcebispo emérito de São Paulo, SP.
Dom Cleonir Paulo Dalbosco, bispo de Bagé, RS.
Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, ES.
Dom Edilson Soares Nobre, bispo de Oeiras, PI.
Dom Edivalter Andrade, bispo de Floriano, PI.
Dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos, SDB, bispo auxiliar de Manaus, AM.
Dom Edson Taschetto Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira, AM.
Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar de São Paulo, SP.
Dom Élio Rama, bispo de Pinheiro, MA.
Dom Erwin Kräutler, bispo prelado emérito do Xingu, Altamira, PA.
Dom Estevam dos Santos Silva Filho, bispo de Ruy Barbosa, BA
Dom Eugênio Rixen, bispo de Goiás, GO.
Dom Evaristo Pascoal Spengler, OFM, bispo prelado de Marajó, PA.
Dom Fernando Barbosa dos Santos, CM, bispo prelado de Tefé, AM.
Dom Fernando José Penteado, bispo emérito de Jacarezinho, PR.
Dom Flávio Giovenale, bispo de Cruzeiro do Sul, AC.
Dom Francisco de Assis Gabriel, CSsR, bispo de Campo Maior, PI.
Dom Francisco Gabriel de Assis, bispo de Campo Maior, PI.
Dom Francisco Lima Soares, bispo de Carolina, MA.
Dom Gabriel Marchesi, bispo de Floresta, PE.
Dom Geovane Luís da Silva, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG.
Dom Getúlio Teixeira Guimarães, bispo emérito de Cornélio Procópio, PR.
Dom Geremias Steinmetz, arcebispo de Londrina, PR.
Dom Giovane Pereira de Melo, bispo de Tocantinópolis, TO.
Dom Guido Zendron, bispo de Paulo Afonso, BA.
Dom Guilherme Antônio Werlang, MSF, bispo de Lages, SC.
Dom Gutemberg Freire Régis, CSsR, bispo emérito de Coari, AM.
Dom Hernaldo Pinto Farias, SSS, Bispo de Bonfim, BA.
Dom Irineu Andreassa, bispo de Ituiutaba, MG.
Dom Irineu Roman, CSJ, arcebispo de Santarém, PA.
Dom Itamar Vian, arcebispo emérito de Feira de Santana, BA.
Dom Jacy Diniz Rocha, bispo de São Luiz de Cáceres, MT.
Dom Jailton de Oliveira Lino PSDP, bispo de Teixeira de Freitas-Caravelas, BA.
Dom Jaime Vieira Rocha, Arcebispo de Natal, RN.
Dom Jesús María Cizaurre Berdonces, OAR, bispo de Bragança, PA.
Dom Jesús María López Mauleón, OAR, bispo prelado do Alto Xingu, Tucumã, PA.
Dom Jesus Moraza Ruiz de Azúa. bispo prelado Emérito de Lábrea, AM.
Dom João Aparecido Bervamasco, SAC, bispo de Corumbá, MS.
Dom João Muniz Alves, OFM, bispo do Xingu-Altamira, PA.
Dom João Santos Cardoso, bispo de Bom Jesus da Lapa, BA.
Dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo de Montes Claros, MG.
Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG.
Dom Joaquim Pertiñez Fernandez, bispo de Rio Branco, AC.
Dom José Alberto Moura, arcebispo emérito de Montes Claros, MG.
Dom José Albuquerque de Araújo, bispo auxiliar de Manaus, AM.
Dom José Altevir da Silva, CSSp, bispo de Cametá, PA.
Dom José Antonio Peruzzo, Arcebispo de Curitiba, PR.
Dom José Belisário da Silva, OFM, arcebispo de São Luís, MA.
Dom José Benedito Cardoso, bispo auxiliar de São Paulo, SP.
Dom José Carlos Brandão Cabral, bispo de Almenara, MG.
Padre José Celestino dos Santos, administrador diocesano de Ji-Paraná, RO.
Dom José Haring, bispo emérito de Limoeiro do Norte, CE.
Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, SDV, bispo prelado de Itacoatiara, AM.
Dom José Luiz Bertanha, SDV, bispo emérito de Registro, SP.
Dom José Luiz Ferreira Salles, CSsR, bispo de Pesqueira, PE.
Dom José Maria Chaves dos Reis, bispo de Abaetetuba, PA.
Dom José Mario Stroeher, bispo emérito de Rio Grande, RS.
Dom José Moreira da Silva, bispo de Januária, MG.
Dom José Moreira de Melo, bispo emérito de Itapeva, SP.
Dom José Reginaldo Andrietta, bispo de Jales, SP.
Dom José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo, MA.
Dom Juarez Sousa da Silva, bispo de Parnaíba, PI.
Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, Arcebispo de Manaus, AM.
Dom Limacêdo Antonio da Silva, bispo auxiliar de Olinda-Recife, PE.
Dom Luís Ferrando Lisboa, bispo emérito de Bragança, PA.
Dom Luís Flávio Cappio, OFM, bispo de Barra, BA.
Dom Luiz Antônio Lopes Ricci, bispo de Nova Friburgo, RJ.
Dom Luiz Demétrio Valentini, bispo emérito de Jales, SP.
Dom Luiz Gonzaga Fechio, bispo de Amparo, SP.
Dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito de Vitória, ES.
Dom Mariano Manzana, bispo de Mossoró, RN.
Dom Manoel João Francisco, bispo de Cornélio Procópio, PR.
Dom Manoel de Oliveira Soares Filho, bispo de Palmeiras dos Índios, AL.
Dom Manoel Ferreira dos Santos Júnior, MSC, bispo de Registro, SP.
Dom Marcos Marian Piatek, CSsR, Bispo de Coari, AM.
Dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima, RR.
Dom Mário Pasqualotto, PIME, bispo auxiliar emérito de Manaus, AM.
Dom Martinho Lammers, bispo emérito de Óbidos, PA.
Dom Mauro Montagnoli, bispo de Ilhéus, BA.
Dom Milton Kenan Júnior, bispo de Barretos, SP.
Dom Neri José Tondello, bispo de Juína, MT.
Dom Orlando Octacílio Dotti, OFM Cap, bispo emérito de Vacaria, RS.
Dom Pedro Casaldáliga, bispo prelado emérito de São Félix do Araguaia, MT.
Dom Pedro José Conti, bispo de Macapá, AP.
Dom Philip Eduard Roger Dickmans, bispo de Miracema do Tocantins, TO.
Dom Protógenes Luft, bispo de Barra do Garças, MT.
Dom Roberto José da Silva, bispo de Janaúba, MG.
Dom Romualdo Matias Kujawski, bispo de Porto Nacional, TO.
Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho, RO.
Dom Santiago Sánchez Sebastián, bispo prelado de Lábrea, AM.
Dom Sebastião Bandeira Coelho, bispo de Coroatá, MA.
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Caxias, MA.
Dom Sérgio Eduardo Castriani, CSSp, arcebispo emérito de Manaus, AM.
Dom Severino Clasen, OFM, bispo de Caçador, SC.
Dom Sílvio Guterres Dutra, bispo de Vacaria, RS.
Dom Tarcisio Scaramussa, SDB, bispo de Santos, SP.
Dom Teodoro Mendes Tavares, bispo de Ponta de Pedras, PA.
Dom Tommaso Cascianelli, CP, bispo de Irecê, BA.
Dom Valdemir Ferreira dos Santos, bispo de Amargosa, BA.
Dom Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG.
Dom Vilsom Basso, SCJ, bispo de Imperatriz- MA.
Dom Vital Corbellini, bispo de Marabá, PA.
Dom Vítor Agnaldo de Menezes, bispo de Propriá, SE.
Dom Welington de Queiroz Vieira, bispo diocesano de Cristalândia, TO.
Dom Wilmar Santin, OCarm, bispo prelado de Itaituba, PA.
Dom Zanoni Demettino Castro, Arcebispo de Feira de Santana, BA.
Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, CSsR, bispo prelado de Borba, AM.

Fonte: Jornal Folha de S. Paulo - Jornalista: Mônica Bergamo.

Forania de Viçosa partilha sobre a caminhada neste período de pandemia

Padres e leigos representantes da Forania de Viçosa, na Região Pastoral Mariana Leste, partilharam sobre a caminhada neste período da pandemia da Covid-19 em uma reunião on-line realizada na manhã do último sábado (27). O encontro foi realizado pela plataforma Google Meet.

A Forania de Viçosa é formada por 14 paróquias e todas estiverem presentes na reunião. Segundo o vigário foraneo, padre Francisco Maria de Castro Moreira, a conversa foi muito boa. “Foi uma experiência bastante positiva. Cada um teve a oportunidade de partilhar sobre a realidade de sua comunidade e também e falar o que pensas para a pós pandemia”, disse.

Para a secretária da paróquia Santo Antônio, em Teixeira, Samara Freitas, a experiência da reunião online foi bem proveitosa. “Essa foi a primeira reunião online de forania com os leigos e foi uma experiência bem enriquecedora.  Achei a reunião bem didática, os padres deram espaço para todos os leigos falarem e conseguimos pensar em ações para serem desenvolvidas virtualmente”, afirmou.

Além dessa reunião, os padres da forania estão se reunindo semanalmente em encontros virtuais.

Representantes da Pascom planejam atividades para o ano

Os representantes da Pastoral da Comunicação (Pascom) das foranias da arquidiocese estiveram reunidos no último sábado (14), no Centro de Pastoral, em Mariana. O encontro teve como objetivo refletir sobre a espiritualidade do comunicador, ouvir as experiências do Dia D da Comunicação e planejar as ações para este ano.

“A reunião foi bem proveitosa. Acredito que trabalhar o aspecto da espiritualidade deu um novo tom a nossa proposta de trabalho, despertando o essencial à missão do agente da Pastoral da Comunicação. Depois, construir juntos uma proposta de trabalho também realça o aspecto de comunhão, participação e identidade pastoral da nossa Arquidiocese. Desejamos que todos os padres, unidos aos leigos de suas paróquias, abracem a Pascom como forma de levar aos meios de comunicação a Palavra de Deus”, afirmou o coordenador arquidiocesano da Pascom, padre Edir Martins.

Entre as ações planejadas para este ano, o grupo conversou sobre o 6° Encontro de Comunicadores com Dom Airton, agendado para o dia 30 de maio, e um encontro de formação para os agentes da Pastoral da Comunicação, previsto para o segundo semestre de 2020.

Para Viviane Gonçalves, representante da Forania de Ouro Preto, a reunião foi uma nova oportunidade de fomentar a PASCOM nas paróquias através desta reunião com os coordenadores das Foranias. “Foi esclarecedora e principalmente, estamos traçando, em conjunto, objetivos e metas para seguirmos. Ou seja, estamos tendo um direcionamento de como ter e fazer funcionar esta pastoral em nossas Paróquias”, disse.