Carta ao Povo de Deus

“Somos bispos da Igreja Católica, de várias regiões do Brasil, em profunda comunhão com o Papa Francisco e seu magistério e em comunhão plena com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que no exercício de sua missão evangelizadora, sempre se coloca na defesa dos pequeninos, da justiça e da paz. Escrevemos esta Carta ao Povo de Deus, interpelados pela gravidade do momento em que vivemos, sensíveis ao Evangelho e à Doutrina Social da Igreja, como um serviço a todos os que desejam ver superada esta fase de tantas incertezas e tanto sofrimento do povo.

Evangelizar é a missão própria da Igreja, herdada de Jesus. Ela tem consciência de que “evangelizar é tornar o Reino de Deus presente no mundo” (Alegria do Evangelho, 176). Temos clareza de que “a proposta do Evangelho não consiste só numa relação pessoal com Deus. A nossa reposta de amor não deveria ser entendida como uma mera soma de pequenos gestos pessoais a favor de alguns indivíduos necessitados […], uma série de ações destinadas apenas a tranquilizar a própria consciência. A proposta é o Reino de Deus […] (Lc 4,43 e Mt 6,33)” (Alegria do Evangelho, 180). Nasce daí a compreensão de que o Reino de Deus é dom, compromisso e meta.

É neste horizonte que nos posicionamos frente à realidade atual do Brasil. Não temos interesses político-partidários, econômicos, ideológicos ou de qualquer outra natureza. Nosso único interesse é o Reino de Deus, presente em nossa história, na medida em que avançamos na construção de uma sociedade estruturalmente justa, fraterna e solidária, como uma civilização do amor.

O Brasil atravessa um dos períodos mais difíceis de sua história, comparado a uma “tempestade perfeita” que, dolorosamente, precisa ser atravessada. A causa dessa tempestade é a combinação de uma crise de saúde sem precedentes, com um avassalador colapso da economia e com a tensão que se abate sobre os fundamentos da República, provocada em grande medida pelo Presidente da República e outros setores da sociedade, resultando numa profunda crise política e de governança.

Este cenário de perigosos impasses, que colocam nosso País à prova, exige de suas instituições, líderes e organizações civis muito mais diálogo do que discursos ideológicos fechados. Somos convocados a apresentar propostas e pactos objetivos, com vistas à superação dos grandes desafios, em favor da vida, principalmente dos segmentos mais vulneráveis e excluídos, nesta sociedade estruturalmente desigual, injusta e violenta. Essa realidade não comporta indiferença.

É dever de quem se coloca na defesa da vida posicionar-se, claramente, em relação a esse cenário. As escolhas políticas que nos trouxeram até aqui e a narrativa que propõe a complacência frente aos desmandos do Governo Federal, não justificam a inércia e a omissão no combate às mazelas que se abateram sobre o povo brasileiro. Mazelas que se abatem também sobre a Casa Comum, ameaçada constantemente pela ação inescrupulosa de madeireiros, garimpeiros, mineradores, latifundiários e outros defensores de um desenvolvimento que despreza os direitos humanos e os da mãe terra. “Não podemos pretender ser saudáveis num mundo que está doente. As feridas causadas à nossa mãe terra sangram também a nós” (Papa Francisco, Carta ao Presidente da Colômbia por ocasião do Dia Mundial do Meio Ambiente, 05/06/2020).

Todos, pessoas e instituições, seremos julgados pelas ações ou omissões neste momento tão grave e desafiador. Assistimos, sistematicamente, a discursos anticientíficos, que tentam naturalizar ou normalizar o flagelo dos milhares de mortes pela COVID-19, tratando-o como fruto do acaso ou do castigo divino, o caos socioeconômico que se avizinha, com o desemprego e a carestia que são projetados para os próximos meses, e os conchavos políticos que visam à manutenção do poder a qualquer preço. Esse discurso não se baseia nos princípios éticos e morais, tampouco suporta ser confrontado com a Tradição e a Doutrina Social da Igreja, no seguimento Àquele que veio “para que todos tenham vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

Analisando o cenário político, sem paixões, percebemos claramente a incapacidade e inabilidade do Governo Federal em enfrentar essas crises. As reformas trabalhista e previdenciária, tidas como para melhorarem a vida dos mais pobres, mostraram-se como armadilhas que precarizaram ainda mais a vida do povo. É verdade que o Brasil necessita de medidas e reformas sérias, mas não como as que foram feitas, cujos resultados pioraram a vida dos pobres, desprotegeram vulneráveis, liberaram o uso de agrotóxicos antes proibidos, afrouxaram o controle de desmatamentos e, por isso, não favoreceram o bem comum e a paz social. É insustentável uma economia que insiste no neoliberalismo, que privilegia o monopólio de pequenos grupos poderosos em detrimento da grande maioria da população.

O sistema do atual governo não coloca no centro a pessoa humana e o bem de todos, mas a defesa intransigente dos interesses de uma “economia que mata” (Alegria do Evangelho, 53), centrada no mercado e no lucro a qualquer preço. Convivemos, assim, com a incapacidade e a incompetência do Governo Federal, para coordenar suas ações, agravadas pelo fato de ele se colocar contra a ciência, contra estados e municípios, contra poderes da República; por se aproximar do totalitarismo e utilizar de expedientes condenáveis, como o apoio e o estímulo a atos contra a democracia, a flexibilização das leis de trânsito e do uso de armas de fogo pela população, e das leis do trânsito e o recurso à prática de suspeitas ações de comunicação, como as notícias falsas, que mobilizam uma massa de seguidores radicais.

O desprezo pela educação, cultura, saúde e pela diplomacia também nos estarrece. Esse desprezo é visível nas demonstrações de raiva pela educação pública; no apelo a ideias obscurantistas; na escolha da educação como inimiga; nos sucessivos e grosseiros erros na escolha dos ministros da educação e do meio ambiente e do secretário da cultura; no desconhecimento e depreciação de processos pedagógicos e de importantes pensadores do Brasil; na repugnância pela consciência crítica e pela liberdade de pensamento e de imprensa; na desqualificação das relações diplomáticas com vários países; na indiferença pelo fato de o Brasil ocupar um dos primeiros lugares em número de infectados e mortos pela pandemia sem, sequer, ter um ministro titular no Ministério da Saúde; na desnecessária tensão com os outros entes da República na coordenação do enfrentamento da pandemia; na falta de sensibilidade para com os familiares dos mortos pelo novo coronavírus e pelos profissionais da saúde, que estão adoecendo nos esforços para salvar vidas.

No plano econômico, o ministro da economia desdenha dos pequenos empresários, responsáveis pela maioria dos empregos no País, privilegiando apenas grandes grupos econômicos, concentradores de renda e os grupos financeiros que nada produzem. A recessão que nos assombra pode fazer o número de desempregados ultrapassar 20 milhões de brasileiros. Há uma brutal descontinuidade da destinação de recursos para as políticas públicas no campo da alimentação, educação, moradia e geração de renda.

Fechando os olhos aos apelos de entidades nacionais e internacionais, o Governo Federal demonstra omissão, apatia e rechaço pelos mais pobres e vulneráveis da sociedade, quais sejam: as comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, as populações das periferias urbanas, dos cortiços e o povo que vive nas ruas, aos milhares, em todo o Brasil. Estes são os mais atingidos pela pandemia do novo coronavírus e, lamentavelmente, não vislumbram medida efetiva que os levem a ter esperança de superar as crises sanitária e econômica que lhes são impostas de forma cruel. O Presidente da República, há poucos dias, no Plano Emergencial para Enfrentamento à COVID-19, aprovado no legislativo federal, sob o argumento de não haver previsão orçamentária, dentre outros pontos, vetou o acesso a água potável, material de higiene, oferta de leitos hospitalares e de terapia intensiva, ventiladores e máquinas de oxigenação sanguínea, nos territórios indígenas, quilombolas e de comunidades tradicionais (Cf. Presidência da CNBB, Carta Aberta ao Congresso Nacional, 13/07/2020).

Até a religião é utilizada para manipular sentimentos e crenças, provocar divisões, difundir o ódio, criar tensões entre igrejas e seus líderes. Ressalte-se o quanto é perniciosa toda associação entre religião e poder no Estado laico, especialmente a associação entre grupos religiosos fundamentalistas e a manutenção do poder autoritário. Como não ficarmos indignados diante do uso do nome de Deus e de sua Santa Palavra, misturados a falas e posturas preconceituosas, que incitam ao ódio, ao invés de pregar o amor, para legitimar práticas que não condizem com o Reino de Deus e sua justiça?

O momento é de unidade no respeito à pluralidade! Por isso, propomos um amplo diálogo nacional que envolva humanistas, os comprometidos com a democracia, movimentos sociais, homens e mulheres de boa vontade, para que seja restabelecido o respeito à Constituição Federal e ao Estado Democrático de Direito, com ética na política, com transparência das informações e dos gastos públicos, com uma economia que vise ao bem comum, com justiça socioambiental, com “terra, teto e trabalho”, com alegria e proteção da família, com educação e saúde integrais e de qualidade para todos. Estamos comprometidos com o recente “Pacto pela vida e pelo Brasil”, da CNBB e entidades da sociedade civil brasileira, e em sintonia com o Papa Francisco, que convoca a humanidade para pensar um novo “Pacto Educativo Global” e a nova “Economia de Francisco e Clara”, bem como, unimo-nos aos movimentos eclesiais e populares que buscam novas e urgentes alternativas para o Brasil.

Neste tempo da pandemia que nos obriga ao distanciamento social e nos ensina um “novo normal”, estamos redescobrindo nossas casas e famílias como nossa Igreja doméstica, um espaço do encontro com Deus e com os irmãos e irmãs. É sobretudo nesse ambiente que deve brilhar a luz do Evangelho que nos faz compreender que este tempo não é para a indiferença, para egoísmos, para divisões nem para o esquecimento (cf. Papa Francisco, Mensagem Urbi et Orbi, 12/4/20).

Despertemo-nos, portanto, do sono que nos imobiliza e nos faz meros espectadores da realidade de milhares de mortes e da violência que nos assolam. Com o apóstolo São Paulo, alertamos que “a noite vai avançada e o dia se aproxima; rejeitemos as obras das trevas e vistamos a armadura da luz” (Rm 13,12).

O Senhor vos abençoe e vos guarde. Ele vos mostre a sua face e se compadeça de vós. O Senhor volte para vós o seu olhar e vos dê a sua paz! (Nm 6,24-26).

Nomes dos Bispos que assinam a Carta ao Povo de Deus:

Dom Adolfo Zon Pereira, SX, bispo de Alto Solimões, AM.
Dom Adriano Ciocca Vasino, bispo prelado de São Félix do Araguaia, MT.
Dom Ailton Menegussi, bispo de Crateús, CE.
Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém, PA.
Dom Aldemiro Sena dos Santos, bispo de Guarabira, PB.
Dom André Marie Gerard Camilla de Witte, bispo emérito de Ruy Barbosa, BA.
Dom Angélico Sandalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau, SC.
Dom Antônio Carlos Cruz Santos, MSC, bispo de Caicó, RN.
Dom Antônio Carlos Félix, bispo de Governador Valadares, MG.
Dom Antônio Celso de Queirós, bispo emérito de Catanduva, SP.
Dom Antônio de Assis Ribeiro, SDB, bispo auxiliar de Belém, PA.
Dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora, BA.
Dom Armando Martin Gutiérrez, bispo de Bacabal, MA.
Dom Arnaldo Cavalheiro Neto, bispo de Itapeva, SP.
Dom Benedito Araújo, bispo de Guajará-Mirim, RO.
Dom Bernardo Johannes Bahlmann, OFM, bispo de Óbidos, PA.
Dom Carlo Ellena, bispo emérito de Zé Doca, MA.
Dom Carlos Alberto Breis Pereira, OFM, bispo de Juazeiro, BA.
Dom Carlos Verzeletti, bispo de Castanhal, PA.
Dom Claudio Cardeal Humnes, OFM, arcebispo emérito de São Paulo, SP.
Dom Cleonir Paulo Dalbosco, bispo de Bagé, RS.
Dom Dario Campos, arcebispo de Vitória, ES.
Dom Edilson Soares Nobre, bispo de Oeiras, PI.
Dom Edivalter Andrade, bispo de Floriano, PI.
Dom Edmilson Tadeu Canavarros dos Santos, SDB, bispo auxiliar de Manaus, AM.
Dom Edson Taschetto Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira, AM.
Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar de São Paulo, SP.
Dom Élio Rama, bispo de Pinheiro, MA.
Dom Erwin Kräutler, bispo prelado emérito do Xingu, Altamira, PA.
Dom Estevam dos Santos Silva Filho, bispo de Ruy Barbosa, BA
Dom Eugênio Rixen, bispo de Goiás, GO.
Dom Evaristo Pascoal Spengler, OFM, bispo prelado de Marajó, PA.
Dom Fernando Barbosa dos Santos, CM, bispo prelado de Tefé, AM.
Dom Fernando José Penteado, bispo emérito de Jacarezinho, PR.
Dom Flávio Giovenale, bispo de Cruzeiro do Sul, AC.
Dom Francisco de Assis Gabriel, CSsR, bispo de Campo Maior, PI.
Dom Francisco Gabriel de Assis, bispo de Campo Maior, PI.
Dom Francisco Lima Soares, bispo de Carolina, MA.
Dom Gabriel Marchesi, bispo de Floresta, PE.
Dom Geovane Luís da Silva, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG.
Dom Getúlio Teixeira Guimarães, bispo emérito de Cornélio Procópio, PR.
Dom Geremias Steinmetz, arcebispo de Londrina, PR.
Dom Giovane Pereira de Melo, bispo de Tocantinópolis, TO.
Dom Guido Zendron, bispo de Paulo Afonso, BA.
Dom Guilherme Antônio Werlang, MSF, bispo de Lages, SC.
Dom Gutemberg Freire Régis, CSsR, bispo emérito de Coari, AM.
Dom Hernaldo Pinto Farias, SSS, Bispo de Bonfim, BA.
Dom Irineu Andreassa, bispo de Ituiutaba, MG.
Dom Irineu Roman, CSJ, arcebispo de Santarém, PA.
Dom Itamar Vian, arcebispo emérito de Feira de Santana, BA.
Dom Jacy Diniz Rocha, bispo de São Luiz de Cáceres, MT.
Dom Jailton de Oliveira Lino PSDP, bispo de Teixeira de Freitas-Caravelas, BA.
Dom Jaime Vieira Rocha, Arcebispo de Natal, RN.
Dom Jesús María Cizaurre Berdonces, OAR, bispo de Bragança, PA.
Dom Jesús María López Mauleón, OAR, bispo prelado do Alto Xingu, Tucumã, PA.
Dom Jesus Moraza Ruiz de Azúa. bispo prelado Emérito de Lábrea, AM.
Dom João Aparecido Bervamasco, SAC, bispo de Corumbá, MS.
Dom João Muniz Alves, OFM, bispo do Xingu-Altamira, PA.
Dom João Santos Cardoso, bispo de Bom Jesus da Lapa, BA.
Dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo de Montes Claros, MG.
Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG.
Dom Joaquim Pertiñez Fernandez, bispo de Rio Branco, AC.
Dom José Alberto Moura, arcebispo emérito de Montes Claros, MG.
Dom José Albuquerque de Araújo, bispo auxiliar de Manaus, AM.
Dom José Altevir da Silva, CSSp, bispo de Cametá, PA.
Dom José Antonio Peruzzo, Arcebispo de Curitiba, PR.
Dom José Belisário da Silva, OFM, arcebispo de São Luís, MA.
Dom José Benedito Cardoso, bispo auxiliar de São Paulo, SP.
Dom José Carlos Brandão Cabral, bispo de Almenara, MG.
Padre José Celestino dos Santos, administrador diocesano de Ji-Paraná, RO.
Dom José Haring, bispo emérito de Limoeiro do Norte, CE.
Dom José Ionilton Lisboa de Oliveira, SDV, bispo prelado de Itacoatiara, AM.
Dom José Luiz Bertanha, SDV, bispo emérito de Registro, SP.
Dom José Luiz Ferreira Salles, CSsR, bispo de Pesqueira, PE.
Dom José Maria Chaves dos Reis, bispo de Abaetetuba, PA.
Dom José Mario Stroeher, bispo emérito de Rio Grande, RS.
Dom José Moreira da Silva, bispo de Januária, MG.
Dom José Moreira de Melo, bispo emérito de Itapeva, SP.
Dom José Reginaldo Andrietta, bispo de Jales, SP.
Dom José Valdeci Santos Mendes, bispo de Brejo, MA.
Dom Juarez Sousa da Silva, bispo de Parnaíba, PI.
Dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, Arcebispo de Manaus, AM.
Dom Limacêdo Antonio da Silva, bispo auxiliar de Olinda-Recife, PE.
Dom Luís Ferrando Lisboa, bispo emérito de Bragança, PA.
Dom Luís Flávio Cappio, OFM, bispo de Barra, BA.
Dom Luiz Antônio Lopes Ricci, bispo de Nova Friburgo, RJ.
Dom Luiz Demétrio Valentini, bispo emérito de Jales, SP.
Dom Luiz Gonzaga Fechio, bispo de Amparo, SP.
Dom Luiz Mancilha Vilela, arcebispo emérito de Vitória, ES.
Dom Mariano Manzana, bispo de Mossoró, RN.
Dom Manoel João Francisco, bispo de Cornélio Procópio, PR.
Dom Manoel de Oliveira Soares Filho, bispo de Palmeiras dos Índios, AL.
Dom Manoel Ferreira dos Santos Júnior, MSC, bispo de Registro, SP.
Dom Marcos Marian Piatek, CSsR, Bispo de Coari, AM.
Dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima, RR.
Dom Mário Pasqualotto, PIME, bispo auxiliar emérito de Manaus, AM.
Dom Martinho Lammers, bispo emérito de Óbidos, PA.
Dom Mauro Montagnoli, bispo de Ilhéus, BA.
Dom Milton Kenan Júnior, bispo de Barretos, SP.
Dom Neri José Tondello, bispo de Juína, MT.
Dom Orlando Octacílio Dotti, OFM Cap, bispo emérito de Vacaria, RS.
Dom Pedro Casaldáliga, bispo prelado emérito de São Félix do Araguaia, MT.
Dom Pedro José Conti, bispo de Macapá, AP.
Dom Philip Eduard Roger Dickmans, bispo de Miracema do Tocantins, TO.
Dom Protógenes Luft, bispo de Barra do Garças, MT.
Dom Roberto José da Silva, bispo de Janaúba, MG.
Dom Romualdo Matias Kujawski, bispo de Porto Nacional, TO.
Dom Roque Paloschi, arcebispo de Porto Velho, RO.
Dom Santiago Sánchez Sebastián, bispo prelado de Lábrea, AM.
Dom Sebastião Bandeira Coelho, bispo de Coroatá, MA.
Dom Sebastião Lima Duarte, bispo de Caxias, MA.
Dom Sérgio Eduardo Castriani, CSSp, arcebispo emérito de Manaus, AM.
Dom Severino Clasen, OFM, bispo de Caçador, SC.
Dom Sílvio Guterres Dutra, bispo de Vacaria, RS.
Dom Tarcisio Scaramussa, SDB, bispo de Santos, SP.
Dom Teodoro Mendes Tavares, bispo de Ponta de Pedras, PA.
Dom Tommaso Cascianelli, CP, bispo de Irecê, BA.
Dom Valdemir Ferreira dos Santos, bispo de Amargosa, BA.
Dom Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R, bispo auxiliar de Belo Horizonte, MG.
Dom Vilsom Basso, SCJ, bispo de Imperatriz- MA.
Dom Vital Corbellini, bispo de Marabá, PA.
Dom Vítor Agnaldo de Menezes, bispo de Propriá, SE.
Dom Welington de Queiroz Vieira, bispo diocesano de Cristalândia, TO.
Dom Wilmar Santin, OCarm, bispo prelado de Itaituba, PA.
Dom Zanoni Demettino Castro, Arcebispo de Feira de Santana, BA.
Dom Zenildo Luiz Pereira da Silva, CSsR, bispo prelado de Borba, AM.

Fonte: Jornal Folha de S. Paulo - Jornalista: Mônica Bergamo.

Forania de Viçosa partilha sobre a caminhada neste período de pandemia

Padres e leigos representantes da Forania de Viçosa, na Região Pastoral Mariana Leste, partilharam sobre a caminhada neste período da pandemia da Covid-19 em uma reunião on-line realizada na manhã do último sábado (27). O encontro foi realizado pela plataforma Google Meet.

A Forania de Viçosa é formada por 14 paróquias e todas estiverem presentes na reunião. Segundo o vigário foraneo, padre Francisco Maria de Castro Moreira, a conversa foi muito boa. “Foi uma experiência bastante positiva. Cada um teve a oportunidade de partilhar sobre a realidade de sua comunidade e também e falar o que pensas para a pós pandemia”, disse.

Para a secretária da paróquia Santo Antônio, em Teixeira, Samara Freitas, a experiência da reunião online foi bem proveitosa. “Essa foi a primeira reunião online de forania com os leigos e foi uma experiência bem enriquecedora.  Achei a reunião bem didática, os padres deram espaço para todos os leigos falarem e conseguimos pensar em ações para serem desenvolvidas virtualmente”, afirmou.

Além dessa reunião, os padres da forania estão se reunindo semanalmente em encontros virtuais.

Representantes da Pascom planejam atividades para o ano

Os representantes da Pastoral da Comunicação (Pascom) das foranias da arquidiocese estiveram reunidos no último sábado (14), no Centro de Pastoral, em Mariana. O encontro teve como objetivo refletir sobre a espiritualidade do comunicador, ouvir as experiências do Dia D da Comunicação e planejar as ações para este ano.

“A reunião foi bem proveitosa. Acredito que trabalhar o aspecto da espiritualidade deu um novo tom a nossa proposta de trabalho, despertando o essencial à missão do agente da Pastoral da Comunicação. Depois, construir juntos uma proposta de trabalho também realça o aspecto de comunhão, participação e identidade pastoral da nossa Arquidiocese. Desejamos que todos os padres, unidos aos leigos de suas paróquias, abracem a Pascom como forma de levar aos meios de comunicação a Palavra de Deus”, afirmou o coordenador arquidiocesano da Pascom, padre Edir Martins.

Entre as ações planejadas para este ano, o grupo conversou sobre o 6° Encontro de Comunicadores com Dom Airton, agendado para o dia 30 de maio, e um encontro de formação para os agentes da Pastoral da Comunicação, previsto para o segundo semestre de 2020.

Para Viviane Gonçalves, representante da Forania de Ouro Preto, a reunião foi uma nova oportunidade de fomentar a PASCOM nas paróquias através desta reunião com os coordenadores das Foranias. “Foi esclarecedora e principalmente, estamos traçando, em conjunto, objetivos e metas para seguirmos. Ou seja, estamos tendo um direcionamento de como ter e fazer funcionar esta pastoral em nossas Paróquias”, disse.

 

CNBB emite nota sobre o desrespeito à fé cristã

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota na tarde desta quinta-feira, 12 de dezembro, na qual critica a postura de artistas que, em nome da liberdade de expressão, vilipendiam símbolos sagrados da fé cristã. “Ridicularizar a crença de um grupo, seja ele qual for, além de constituir ilícito previsto na legislação penal, significa desrespeitar todas as pessoas, ferindo a busca por uma sociedade efetivamente democrática, que valoriza todos os seus cidadãos”, diz o texto. Confira abaixo a íntegra do documento. No áudio abaixo, a nota é lida pelo arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) repudia recentes fatos que, em nome da liberdade de expressão e da criatividade artística, agridem profundamente a fé cristã. Ridicularizar a crença de um grupo, seja ele qual for, além de constituir ilícito previsto na legislação penal, significa desrespeitar todas as pessoas, ferindo a busca por uma sociedade efetivamente democrática, que valoriza todos os seus cidadãos.

A Igreja nunca deixou de promover a arte e a liberdade de expressão. Por isso, a CNBB reitera que toda produção artística respeite “os sentimentos de um povo ou de grupos que vivem valores, muitas vezes, revestidos de uma sacralidade inviolável”. Quando há desrespeito em produções midiáticas, os meios de comunicação tornam-se violentos, verdadeiras armas que contribuem para ridicularizar e matar os valores mais profundos de um povo.

Vivemos em uma sociedade pluralista. Nem todos têm as mesmas crenças. Devemos, no entanto, como exigência ética e democrática, respeitar todas as pessoas. Nada permite a quem quer que seja o direito de vilipendiar crenças, atingindo vidas. O direito à liberdade de expressão não anula o respeito às pessoas e aos seus valores.

Neste tempo de Advento, somos convocados a permanecer firmes na fé, constantes na esperança e assíduos na caridade. Não podemos nos deixar conduzir por atitudes de quem, utilizando a inteligência recebida de Deus, agride esse mesmo Deus. Um dia, haveremos de prestar contas de todos os nossos atos.

Diante, pois, dessas agressões, respeitando a autonomia de cada pessoa a reagir conforme sua consciência, a CNBB clama a todos os cidadãos brasileiros a se unirem por um país com mais justiça, paz, respeito e fraternidade.

Brasília-DF, 12 de dezembro de 2019
Festa de Nossa Senhora de Guadalupe

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de S. Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA PAZ

MENSAGEM DO SANTO PADRE
FRANCISCO
PARA A CELEBRAÇÃO DO
DIA MUNDIAL DA PAZ

1º DE JANEIRO DE 2019

«A BOA POLÍTICA
ESTÁ AO SERVIÇO DA PAZ»

1. «A paz esteja nesta casa!»

Jesus, ao enviar em missão os seus discípulos, disse-lhes: «Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: “A paz esteja nesta casa!” E, se lá houver um homem de paz, sobre ele repousará a vossa paz; se não, voltará para vós» (Lc 10, 5-6).

Oferecer a paz está no coração da missão dos discípulos de Cristo. E esta oferta é feita a todos os homens e mulheres que, no meio dos dramas e violências da história humana, esperam na paz.[1] A «casa», de que fala Jesus, é cada família, cada comunidade, cada país, cada continente, na sua singularidade e história; antes de mais nada, é cada pessoa, sem distinção nem discriminação alguma. E é também a nossa «casa comum»: o planeta onde Deus nos colocou a morar e do qual somos chamados a cuidar com solicitude.

Eis, pois, os meus votos no início do novo ano: «A paz esteja nesta casa!»

2. O desafio da boa política

A paz parece-se com a esperança de que fala o poeta Carlos Péguy;[2] é como uma flor frágil, que procura desabrochar por entre as pedras da violência. Como sabemos, a busca do poder a todo o custo leva a abusos e injustiças. A política é um meio fundamental para construir a cidadania e as obras do homem, mas, quando aqueles que a exercem não a vivem como serviço à coletividade humana, pode tornar-se instrumento de opressão, marginalização e até destruição.

«Se alguém quiser ser o primeiro – diz Jesus – há de ser o último de todos e o servo de todos» (Mc 9, 35). Como assinalava o Papa São Paulo VI, «tomar a sério a política, nos seus diversos níveis – local, regional, nacional e mundial – é afirmar o dever do homem, de todos os homens, de reconhecerem a realidade concreta e o valor da liberdade de escolha que lhes é proporcionada, para procurarem realizar juntos o bem da cidade, da nação e da humanidade».[3]

Com efeito, a função e a responsabilidade política constituem um desafio permanente para todos aqueles que recebem o mandato de servir o seu país, proteger as pessoas que habitam nele e trabalhar para criar as condições dum futuro digno e justo. Se for implementada no respeito fundamental pela vida, a liberdade e a dignidade das pessoas, a política pode tornar-se verdadeiramente uma forma eminente de caridade.

3. Caridade e virtudes humanas para uma política ao serviço dos direitos humanos e da paz

O Papa Bento XVI recordava que «todo o cristão é chamado a esta caridade, conforme a sua vocação e segundo as possibilidades que tem de incidência na pólis. (…) Quando o empenho pelo bem comum é animado pela caridade, tem uma valência superior à do empenho simplesmente secular e político. (…) A ação do homem sobre a terra, quando é inspirada e sustentada pela caridade, contribui para a edificação daquela cidade universal de Deus que é a meta para onde caminha a história da família humana».[4]Trata-se de um programa no qual se podem reconhecer todos os políticos, de qualquer afiliação cultural ou religiosa, que desejam trabalhar juntos para o bem da família humana, praticando as virtudes humanas que subjazem a uma boa ação política: a justiça, a equidade, o respeito mútuo, a sinceridade, a honestidade, a fidelidade.

A propósito, vale a pena recordar as «bem-aventuranças do político», propostas por uma testemunha fiel do Evangelho, o Cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, falecido em 2002:

Bem-aventurado o político que tem uma alta noção e uma profunda consciência do seu papel.

Bem-aventurado o político de cuja pessoa irradia a credibilidade.

Bem-aventurado o político que trabalha para o bem comum e não para os próprios interesses.

Bem-aventurado o político que permanece fielmente coerente.

Bem-aventurado o político que realiza a unidade.

Bem-aventurado o político que está comprometido na realização duma mudança radical.

Bem-aventurado o político que sabe escutar.

Bem-aventurado o político que não tem medo.[5]

Cada renovação nos cargos eletivos, cada período eleitoral, cada etapa da vida pública constitui uma oportunidade para voltar à fonte e às referências que inspiram a justiça e o direito. Duma coisa temos a certeza: a boa política está ao serviço da paz; respeita e promove os direitos humanos fundamentais, que são igualmente deveres recíprocos, para que se teça um vínculo de confiança e gratidão entre as gerações do presente e as futuras.

4. Os vícios da política

A par das virtudes, não faltam infelizmente os vícios, mesmo na política, devidos quer à inépcia pessoal quer às distorções no meio ambiente e nas instituições. Para todos, está claro que os vícios da vida política tiram credibilidade aos sistemas dentro dos quais ela se realiza, bem como à autoridade, às decisões e à ação das pessoas que se lhe dedicam. Estes vícios, que enfraquecem o ideal duma vida democrática autêntica, são a vergonha da vida pública e colocam em perigo a paz social: a corrupção – nas suas múltiplas formas de apropriação indevida dos bens públicos ou de instrumentalização das pessoas –, a negação do direito, a falta de respeito pelas regras comunitárias, o enriquecimento ilegal, a justificação do poder pela força ou com o pretexto arbitrário da «razão de Estado», a tendência a perpetuar-se no poder, a xenofobia e o racismo, a recusa a cuidar da Terra, a exploração ilimitada dos recursos naturais em razão do lucro imediato, o desprezo daqueles que foram forçados ao exílio.

5. A boa política promove a participação dos jovens e a confiança no outro

Quando o exercício do poder político visa apenas salvaguardar os interesses de certos indivíduos privilegiados, o futuro fica comprometido e os jovens podem ser tentados pela desconfiança, por se verem condenados a permanecer à margem da sociedade, sem possibilidades de participar num projeto para o futuro. Pelo contrário, quando a política se traduz, concretamente, no encorajamento dos talentos juvenis e das vocações que requerem a sua realização, a paz propaga-se nas consciências e nos rostos. Torna-se uma confiança dinâmica, que significa «fio-me de ti e creio contigo» na possibilidade de trabalharmos juntos pelo bem comum. Por isso, a política é a favor da paz, se se expressa no reconhecimento dos carismas e capacidades de cada pessoa. «Que há de mais belo que uma mão estendida? Esta foi querida por Deus para dar e receber. Deus não a quis para matar (cf. Gn 4, 1-16) ou fazer sofrer, mas para cuidar e ajudar a viver. Juntamente com o coração e a inteligência, pode, também a mão, tornar-se um instrumento de diálogo».[6]

Cada um pode contribuir com a própria pedra para a construção da casa comum. A vida política autêntica, que se funda no direito e num diálogo leal entre os sujeitos, renova-se com a convicção de que cada mulher, cada homem e cada geração encerram em si uma promessa que pode irradiar novas energias relacionais, intelectuais, culturais e espirituais. Uma tal confiança nunca é fácil de viver, porque as relações humanas são complexas. Nestes tempos, em particular, vivemos num clima de desconfiança que está enraizada no medo do outro ou do forasteiro, na ansiedade pela perda das próprias vantagens, e manifesta-se também, infelizmente, a nível político mediante atitudes de fechamento ou nacionalismos que colocam em questão aquela fraternidade de que o nosso mundo globalizado tanto precisa. Hoje, mais do que nunca, as nossas sociedades necessitam de «artesãos da paz» que possam ser autênticos mensageiros e testemunhas de Deus Pai, que quer o bem e a felicidade da família humana.

6. Não à guerra nem à estratégia do medo

Cem anos depois do fim da I Guerra Mundial, ao recordarmos os jovens mortos durante aqueles combates e as populações civis dilaceradas, experimentamos – hoje, ainda mais que ontem – a terrível lição das guerras fratricidas, isto é, que a paz não pode jamais reduzir-se ao mero equilíbrio das forças e do medo. Manter o outro sob ameaça significa reduzi-lo ao estado de objeto e negar a sua dignidade. Por esta razão, reiteramos que a escalada em termos de intimidação, bem como a proliferação descontrolada das armas são contrárias à moral e à busca duma verdadeira concórdia. O terror exercido sobre as pessoas mais vulneráveis contribui para o exílio de populações inteiras à procura duma terra de paz. Não são sustentáveis os discursos políticos que tendem a acusar os migrantes de todos os males e a privar os pobres da esperança. Ao contrário, deve-se reafirmar que a paz se baseia no respeito por toda a pessoa, independentemente da sua história, no respeito pelo direito e o bem comum, pela criação que nos foi confiada e pela riqueza moral transmitida pelas gerações passadas.

O nosso pensamento detém-se, ainda e de modo particular, nas crianças que vivem nas zonas atuais de conflito e em todos aqueles que se esforçam por que a sua vida e os seus direitos sejam protegidos. No mundo, uma em cada seis crianças sofre com a violência da guerra ou pelas suas consequências, quando não é requisitada para se tornar, ela própria, soldado ou refém dos grupos armados. O testemunho daqueles que trabalham para defender a dignidade e o respeito das crianças é extremamente precioso para o futuro da humanidade.

7. Um grande projeto de paz

Celebra-se, nestes dias, o septuagésimo aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, adotada após a II Guerra Mundial. A este respeito, recordemos a observação do Papa São João XXIII: «Quando numa pessoa surge a consciência dos próprios direitos, nela nascerá forçosamente a consciência do dever: no titular de direitos, o dever de reclamar esses direitos, como expressão da sua dignidade; nos demais, o dever de reconhecer e respeitar tais direitos».[7]

Com efeito, a paz é fruto dum grande projeto político, que se baseia na responsabilidade mútua e na interdependência dos seres humanos. Mas é também um desafio que requer ser abraçado dia após dia. A paz é uma conversão do coração e da alma, sendo fácil reconhecer três dimensões indissociáveis desta paz interior e comunitária:

– a paz consigo mesmo, rejeitando a intransigência, a ira e a impaciência e – como aconselhava São Francisco de Sales – cultivando «um pouco de doçura para consigo mesmo», a fim de oferecer «um pouco de doçura aos outros»;

– a paz com o outro: o familiar, o amigo, o estrangeiro, o pobre, o atribulado…, tendo a ousadia do encontro, para ouvir a mensagem que traz consigo;

– a paz com a criação, descobrindo a grandeza do dom de Deus e a parte de responsabilidade que compete a cada um de nós, como habitante deste mundo, cidadão e ator do futuro.

A política da paz, que conhece bem as fragilidades humanas e delas se ocupa, pode sempre inspirar-se ao espírito do Magnificat que Maria, Mãe de Cristo Salvador e Rainha da Paz, canta em nome de todos os homens: A «misericórdia [do Todo-Poderoso] estende-se de geração em geração sobre aqueles que O temem. Manifestou o poder do seu braço e dispersou os soberbos. Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes (…), lembrado da sua misericórdia, como tinha prometido a nossos pais, a Abraão e à sua descendência, para sempre» (Lc 1, 50-55).

Vaticano, 8 de dezembro de 2018.

Franciscus

[1] Cf. Lc 2, 14: «Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens do seu agrado».

[2] Cf. Le Porche du mystère de la deuxième vertu (Paris 1986).

[3] Carta ap. Octogesima adveniens (14/V/1971), 46.

[4] Carta enc. Caritas in veritate (29/V/2009), 7.

[5] Cf. «Discurso na Exposição-Encontro “Civitas” de Pádua»: Revista 30giorni (2002-nº 5).

[6] Bento XVI, Discurso às Autoridades do Benim (Cotonou, 19/XI/2011).

[7] Carta enc. Pacem in terris (11/IV/1963), 24 (44).

Nomeado novo arcebispo de Mariana

A Nunciatura Apostólica no Brasil comunica que o Papa Francisco aceitou a renúncia ao governo pastoral da Arquidiocese de Mariana, apresentada por Sua Excelência Reverendíssima Dom Geraldo Lyrio Rocha. O Santo Padre nomeou Arcebispo de Mariana, Sua Excelência Reverendíssima Dom AIRTON JOSÉ DOS SANTOS, até agora Arcebispo Metropolitano de Campinas – SP.

Dom Airton é mineiro, nascido em Bom Repouso, na Arquidiocese de Pouso Alegre, aos 25 de junho de 1956. Cursou Filosofia na Faculdade do Ipiranga e Teologia na Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo. Tem mestrado em Direito Canônico obtido na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.

Pertencente ao Clero de Santo André – SP, Dom Airton foi ordenado Bispo Auxiliar dessa diocese, aos 02 de março de 2002. Em 2004, foi nomeado Bispo de Mogi das Cruzes – SP. Tomou posse como Arcebispo de Campinas – SP, aos 15 de fevereiro de 2012. Exerce as funções de Grão-Chanceler da PUC-Campinas. Entre outras atribuições, foi Secretário do Regional Sul 1 da CNBB (São Paulo) e atualmente é Presidente do mesmo Regional. Foi também membro da Comissão Episcopal para os Tribunais Eclesiásticos de Segunda Instância.

Dom Geraldo exercerá a função de Administrador Apostólico até a posse canônica de Dom Airton, no próximo dia 23 de junho. A Arquidiocese de Mariana agradece a Dom Geraldo por seu serviço pastoral ao longo de quase 11 anos à frente desta porção do Rebanho de Cristo, dá as boas vindas a Dom Airton desejando-lhe feliz pastoreio nesta Igreja particular e invoca para ambos a abundância das bênçãos de Deus.

Paróquias de Viçosa lançam Campanha da Fraternidade 2018

Organizada pela Igreja Católica desde 1964, a Campanha da Fraternidade tem um tema diferente a cada ano, que vai além da crença das pessoas de todo o mundo. Em 2018, a Igreja Católica convida a todos para participar da campanha com o tema Fraternidade e Superação da Violência.

Clique aqui e assista a entrevista do Cônego Lauro.